sexta-feira, 18 de abril de 2008

O Futuro do Marketing

O Futuro do Marketing ainda não chegou ao Brasil.


O marketing do futuro já tem cara, forma e corpo, mas, pelo visto, ainda não tem passaporte brasileiro. Os mais avançados conceitos mercadológicos foram agrupados em 5 dimensões-chave. As empresas que mais empregam essas dimensões em suas estruturas são consideradas empresas do futuro.

Mas em recente estudo realizado no Brasil pela TV1 e Troiano Consultoria de Marca, ficou claro que as empresas brasileiras ainda não estão olhando muito para frente. Apenas 10% delas foram consideradas empresas do futuro. 46,7% delas, praticamente não usam nenhuma das 5 dimensões-chave descritas abaixo:

Integração – Evolução do modelo tradicional de gestão departamentalizada para o alinhamento estratégico dos processos e programas de comunicação e marketing, nas múltiplas disciplinas, mídias ou plataformas e no relacionamento com todos os públicos e marcas da empresa.

Interatividade – A inversão da lógica da mídia de massa e controle da audiência com a substituição do modelo de transmissão de mensagens pela comunicação bidirecional e do marketing push (de interrupção) para o marketing pull (de acesso).

Tecnologia – Relevância crescente das mídias e plataformas digitais para os negócios e dos sistemas de informação para o marketing, no contexto da fragmentação contínua dos mercados, mídias e audiências.

Mensuração – Evolução dos modelos e ferramentas para avaliação do retorno de investimentos, com foco, não apenas em resultados, mas na análise contínua de dados para a geração de inteligência, ganhos de eficácia e previsibilidade.

Branding – A valorização das marcas, como ativos estratégicos e econômicos por seu poder de construir relações, de preferência, mais sólidas com consumidores, expressar atributos intangíveis, influir decisivamente no processo de decisão de compra e gerar diferenciação em mercados saturados e comoditizados.

Para os empresários brasileiros, as dimensões mais importantes são Integração e Branding, também as mais usadas em nosso mercado. Tudo bem que trata-se de conceitos novos, que demandam tempo para serem implantados, mas, em um mercado grande como o brasileiro, 10% é muito pouco, não é não? Alô, alô marketeiros, pronunciem-se.

Mário Garcia Jr.

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