Quando deixei de trabalhar em agência de publicidade, em julho de 2002, estava cansado da quantidade de cobranças, do clima organizacional ruim, da incompetência de alguns profissionais de atendimento, do elevado nível de stress e do baixo salário.
De lá pra cá, me dediquei exclusivamente à sala de aula, um lugar ótimo, agradável, estimulante, mas muito confortável. E vocês sabem como é, publicitário que se preza é um incomodado por natureza. O legal de dar aula é que você lida com gente nova, inexperiente, que quer aprender a fazer a coisa certa. E isso, para quem saiu do mercado por ver um monte de coisa errada acontecendo, é muito gratificante. Na faculdade, não tem estrela, tem, no máximo, estrelinha. Não tem dono da verdade. Não tem competição. Não tem interesse próprio.
Mas também é muito estranho ficar falando como as coisas devem ser feitas e ver os alunos apontando o mercado indo por outro lado. Quando Ilka e Thais me chamaram para fazer parte da IT Comunicação Integrada, senti um misto de alegria e agonia. Era a oportunidade de tentar colocar em prática o discurso de sala de aula. Era o momento de encarar a responsabilidade de provar que é possível fazer o correto. E era, principalmente, a chance de voltar a trabalhar com criação publicitária. E, cá pra nós, quem já trabalhou na área sabe, publicidade é uma cachaça. Resultado, aceitei o convite na hora.
Ainda mais porque a IT não é só Publicidade, é comunicação. É o tipo de envolvimento com cada cliente que eu sempre sonhei em ter. Fazer anúncio, outdoor, comercial de televisão é legal. Mas não há nada melhor que desenvolver um trabalho completo, dando identidade, reconhecimento e sustentação a uma marca. Perceber que cada ação, cada idéia colocada em prática é importante, que não dependemos apenas de secundagens, centimetragens ou pixels para dar consistência à comunicação de uma empresa. É, é muito bom.
É um recomeço. Muita coisa aconteceu desde que comecei a trabalhar em agência, há 15 anos. Graças a Deus, porque, começar com uma boa experiência é bem melhor. É como se eu estivesse voltando para o lugar de onde nunca sai. E louco para dar um passo adiante.
Mário Garcia Jr.
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